Thadeu de Russo e Carmo

Monday, January 26, 2009

Um pouco tarde para escrever mas, na falta de sono nada melhor do que fazer algo útil ao invés de ficar rolando de um lado para o outro na cama.

Tem coisas que são engraçadas. É fascinante como em questões de minutos uma tempestade pode destruir um trabalho e tudo o que se foi construído com muito suor. Mais impressionante é quando tentamos olhar as coisas pelo lado bom. Sinceramente, existem coisas que sim, devemos olhar pelo lado bom, contudo, existem situações onde o lado bom não passa de uma falsa ilusão.

Coisas ruins só são ruins pois conseguem piorar uma determinada situação. Podemos então admitir que a situação estava boa e nós apenas não a estávamos lhe dando a devida atenção?

Hum... pensamento interessante. Acho que é fato que não estou em um dia muito animado. Na verdade, não é nada animado, contudo, isso não tem nada a ver com o dilúvio que caiu na minha cidade hoje. A construção acima mensionada não tem nada a ver com coisas materiais.

Digamos que uma mágoa é algo que só o tempo apaga (quando apaga).

Acho que devo ficar com minha memória nos momentos bons que tive no final de semana maravilhoso que passei. Infelizmente ele teve de terminar.. acho que a segunda não deveria ter começado..

Thursday, January 22, 2009

Ufa!! Estava com saudades de escrever! Acabei dando aula no domingo (sim, domingo!) o dia todo, e desde segunda, todos os dias até as 23 horas. Por sorte, amanhã é sexta e não há aula! :)

No domingo comprei um livro pequeno, porém um tanto quanto interessante. Ele está me ajudando a entender (ou pelo menos começar a pensar em uma direção) sobre algumas coisas inevitáveis da vida.

Esta semana particularmente esta sendo muito cansativa, porém produtiva. Estava olhando as matérias que poderei escolher para este semestre no mestrado e estou quase chegando em uma boa configuração.

Hoje estou um pouco inspirado para ouvir musica. Só ouvi sons realmente marcantes. Isso começou na madrugada de terça para quarta. Não vou dar detalhes sobre todas as músicas, mas tem uma em especial que, pela primeira vez na vida, resolvi procurar a letra e tentar entender do que se trata. Pois bem, esta música é a Bohemia Rhapsody do Queen, uma das melhores, senão a melhor música de todos os tempos. (Ouvi rumores uma vez que astronautas têm ela gravanda em estações espaciais para o caso de encontrarem ET's - weird!).

A letra é realmente sensacional, possui frases intrigantes, deprimentes, emocionadas, exaltadas.. Tudo o que uma música tem que fazer - expressar o feeling. A frase mais marcante é:

"Anyway the wind blows, doesn't really matter to me"

Acho que o Fred Mercury tinha realmente apertado o famoso botão.

Outra música que começou a tocar agora, também do Queen, foi a Play the Game. Outro som fantástico e muito mais fácil de se interpretar. Esta tem uns versos fantásticos como por exemplo:

Open up your mind and let me step inside
Rest your weary head and let your heart decide
It's so easy when you know the rules
It's so easy all you have to do
Is fall in love
Play the game
Everybody play the game of love

(Abra sua mente e me deixe entrar
Descanse sua cabeça cansada e deixe seu coração decidir
É tão fácil quando você conhece as regras
É tão fácil, tudo o que você tem que fazer
é se apaixonar
jogue o jogo,
todos jogam o jogo do amor..)



Fato! Quando sabemos as respostas, por exemplo, que algo vai dar certo, pois mais árdua que seja a caminhada, temos orgulho de encarar. Quando andamos no desconhecido, ai o medo de admitir um erro faz com que sejamos covardes. O ponto que me faz pensar é: Covarde para quem? Para os outros? Para nós mesmos? Para qual damos atenção? Falar que estamos pouco nos importando com a opinião alheia é fácil, o difícil é realmente agir como tal.

Friday, January 16, 2009

Sexta-feira, aguardando para ir tomar uma cerveja, também conhecida como breja, brethsas, ceva, com os camaradas. Enquanto a chuva se acalma, o Chico termina de tomar banho (na casa dele!) escrever e não abandonar o pobrezinho do blog surgiu como uma boa idéia :).

O último post causou alguns comentários (não postados) beem interessantes. Algumas pessoas ficaram de me contar o que acaba com o amor, contudo ainda não se pronunciaram (sim Sandrinha, tu mesmo! Ok..Sei que está ultra mega master atarefada e cheia de coisas mas.. para ler o blog e me deixar curioso tu tem tempo ;)).

Acho que deveria dar uma variada no "discurso" e não entrar em assuntos sérios, mas apenas escrever sem muita filosofia.

Minhas férias estão chegando e, diferente das outras vezes, não estou mega animado. Sei lá, acho que estou com um pouco de saudades da correria com foco que sempre tive. Férias servem para tirarmos uma folga da rotina, ver coisas diferentes. Bom, eu nas últimas só baguncei! Acho que é por isso que não estou mega animado, estou realmente precisando de um sossego, ficar na beira da praia olhando o mar, navegar nos meus devaneios - tirar férias da vida um pouco.

(Lá vou eu filosofando de novo, ouvindo o grande Ludwing Van Beethoven)

As vezes quando menos esperamos somos surpreendidos por notícias. A tensão de uma novidade nada positiva é incomparavelmente menor, porém mais prolongada que a de uma notícia que te faz querer sair correndo de felicidade, tamanha a surpresa causada. Sempre dizemos que a felicidade dura pouco, ao contrário da tristeza. Errado! O tempo é o mesmo! Quando estamos felizes aproveitamos o tempo e queremos que cada segundo dure horas. Eu li em um livro que ganhei de presente de uma pessoa muito querida que, quando estamos bem, devemos olhar só o ponteiro das horas do relógio. Motivo: ele é bem vagaroso. Se não estamos nos sentifo bem, é melhor olhar o ponteiro dos segundos, pois é o mais rápido de todos.

(Ouvindo Bach)

Bom.. acho que seria legal eu continuar escrevendo.. Este som é foda! Mas... acho melhor ir tomar minha ceva (estou falando igual a alguém que eu conheço). Filosofar ouvindo ária na quarta corda tocada no violino é algo que pode fazer soltarmos informações "confidenciais". Ficamos por aqui! Aquele abraço!

Tuesday, January 13, 2009

Antes que o pobrezinho do blog fique esquecido e, assim como na sua primeira versão fique abandonado, não passando da terceira mensagem, lá vai um novo post.

As pessoas que me conhecem sabem que tenho um certo problema com ansiedade. Bem, esta semana acho que estou no meu teste de fogo. Nunca tive que esperar tantas coisas importantes acontecerem! Estava a pouco ouvindo uma música que tem uma frase um tanto quanto interessante: "Thinking of the way that the wind can turn the tide". Me flagrei pensando numa variação dela: "Thinking of the way I can turn the tide". Alguns amigos meus se espantariam caso lessem a próxima frase. A beleza da subjetividade está em se interpretar o que se quer, mesmo que esteja em total divergência com o pensamento do autor no momento da escrita.

A música em questão (não, não comentarei qual é) fala sobre algo nada a ver com a interpretação que eu tive. Na verdade, eu ainda não entendi o que o autor quer dizer, mas nem por isso deixei de pensar na maneira em que eu possa mudar a maré. A conclusão é muito mais subjetiva e discutível! Vejam, àqueles que me diziam um sr. razão, acho que precisaram rever seus conceitos (siimmm, estou revendo os meus).

Mudar a maré é algo que nem sempre é necessário, outras vezes é fundamental. Eu sempre tive dificuldades para andar no desconhecido. Algo que constuma facilitar bastante é fingir que conhecemos onde pisamos -- cuidado para não se frustrar. Em todas as grandes mudanças da vida, algo foi comum. Elas sempre aconteceram por si só, não interessava o quanto eu teimava ou tentava, elas aconteceram em suas devidas horas. Isso não é um "devemos nos acomodar", mas sim um "querer mudar é o primeiro passo e tem que ser dado".

Poucos minutos atrás conclui uma coisa. Uma vez assisti um filme que mais parecia uma comédia, mas no final das contas (acho que) era um romance. O filme basicamente mostrava o protagonista apaixonado por uma mulher que tinha problemas de memória. Foi bem engraçado ele a conquistando em um dia e, no seguinte, ela perguntando quem ele era. O grande barato foi ele tendo que conquistá-la todos os dias. A consequência foi uma só: Eles sempre estavam apaixonados. Minha conclusão: O que acaba com o amor é a convivência?

Thursday, January 08, 2009

Como prometido por mim, para mim, nada de abandonar o blog! Além do mais, acabei de tomar um puxão de orelha de um amigo por ter feito com que, lendo minha retrospectiva, lembrasse da dele, logo, tenho que escrever novidades!

Ontem foi um dia extremamente importante. Consegui, finalmente sentar e escrever tudo o que tem passado a me incomodar nos últimos tempos, além das metas pessoais para o ano que se inicia. Como são coisas muito particulares, vão ficar no caderno que só eu posso ler :).

Conversei com meu irmão que está em Olivença (15km de Ilhéus) e vi uma foto do restaurante que ele está montando/trabalhando/gerenciando. Tenho que admitir, está beeem bacana e, segundo ele, vai ficar ainda melhor nos próximos meses.

Hoje eu peguei as fotos da viagem que fiz a Vitória em dezembro e as coloquei no orkut. Como o Gregorinho disse "paisagem fantástica". Quem me conhece sabe que eu não deixaria de fazer piadas com os carangueijos que seriam devorados :).

Na terça-feira (dois dias atrás), me reuni com um pessoal muito especial. Pessoas que estudaram comigo no colegial (cerca de 10 anos atrás). Como a fotógrafa da vez, Dani, colocou no título do álbum: "Encontro memorável!". Conseguimos reunir até o Noezinho, que está na estrada no caminho de Buenos Aires (sim, ele mora lá). Eu disse para o Marcel neste encontro: "Velho, esta vendo isso. Não tem dinheiro no mundo que pode pagar.". Ok, sou obrigado a concordar que tinhamos a conta para pagar, mas isso são outros R$12,00 reais.

Bom, é isso ai (como diria a Ana Carolina). Sinto um ar de mudanças chegando. Nos últimos tempos, foi muito comum cada dia (ou conjunto de dias) ter uma música associada, ou que falasse sobre o momento. Neste momento acho que o mais aplicável é:

Eu perdi o meu medo
O meu medo
O meu medo da chuva
Pois a chuva voltando prá terra
Trás coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar
Vendo as pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar
Vendo as pedras
Que sonham sozinhas
No mesmo lugar...

Até o próximo post!

Monday, January 05, 2009

Como todo ano novo, coisas novas e boas são esperadas. Àqueles que já haviam visitado este blog, digo-lhes que ele terá um novo começo. Espero conseguir mantê-lo e não mais deixar de lado a parte das escritas.

Vou pular a parte onde deveria me apresentar e deixar meu site.

Acho que um resumo do ano de 2008 cairia muito bem para o primeiro post. Mãos a obra!

O ano terminou foi um dos anos mais importantes e conturbados que tive na vida (acho que como adulto, foi o mais tenso de todos). O ano começou muito bem. Passei a virada de 2007 para 2008 em Porto Seguro na compania de um grande amigo (ultimamente quase um irmão), Gregorio. Lá recebi a notícia de que havia sido aceito para começar o mestrado em Ciência da Computação no IME-USP. Estava ai a realização de um sonho. Quando voltei de férias, estava começando a loucura. Em resumo, mestrado (3 matérias, sendo 1 delas Análise de Algoritmos) e trabalhando 8 horas por dia (e bem trabalhadas) na IBM, mas algumas aulas na Caelum. Não seria novidade chegar no final de julho eu estivesse com um stress absurdo. Neste semestre aconteceram duas coisas muito legais: O Wanderley, grande amigo e quase irmão conseguiu realizar um sonho, ir para o Canadá para as finais mundiais do ICPC, além de um outro grande amigo, "Chegado", ter defendido com maestria sua tese de mestrado.

Chegaram as férias e lá me vou para (inicialmente) 7 dias de férias em Buenos Aires com a Carol, Flavinha, a prima (chata) da Carol e seu namorado (da prima). Não era de se esperar que nada deu certo no primeiro dia, pois me perdi deles quando trocava de albergue e passei a segunda-feira sozinho o dia todo.

Tem coisas que tentamos explicar usando a palavra "acaso", o que, na grande maioria das vezes, deixa espaços enormes. Mal sabia eu que uma das maiores (se não a maior) "doidice" da minha vida estava para acontecer (seria acaso?). Nesta de estar sozinho e perdido, estava eu no albergue da Rua Corrientes, 833 em Buenos Aires, Argentina, quando resolvi sugerir uma troca de canais para uma "guria" que estava sentada (diga-se de passagem, com os pés descalços por não se aguentar de dor - culpa de uma caminhada enorme) assintindo a televisão do albergue.

O seguir desta história, merece um post único e não pode ser reduzido a uma mera frase ou parágrafo. Vou resumir dizendo que minha viagem começava ali para nunca mais sair da minha memória (e persiste forte, como se fosse ontem no meu coração). A viagem foi esticada para 10 dias, com direito a idas para Córdoba, Alta Gracia e Unquillo.

O segundo semestre realmente foi algo que eu jamais poderia imaginar (acaso? doidice?). Digamos que muitas coisas boas aconteceram, mas muiiiiitas coisas não tão boas também.

Vale que os objetivos do ano foram atingidos :)