Thadeu de Russo e Carmo

Friday, February 27, 2009

Nunca coloquei título nos posts, mas este merece um: Fazendo a coisa "certa"

Muitas vezes na vida encaramos situações onde temos basicamente duas maneiras de agir. A primeira é em benefício próprio e a segunda é fazer o que se diz certo. Em muitos casos, fazer o que é certo implica em benefício próprio a curto prazo, noutras vezes, a longo prazo e existem muitos casos onde não implica em benefício nenhum para si.

Acho que na vida nunca senti estar pagando um preço tão alto por fazer a coisa certa. Gozado como este preço vai totalmente contra tudo o que eu suportaria, ainda mais no momento atual da minha vida.

As vezes penso que fiz uma grande besteira, as vezes penso que estou sendo orgulhoso, noutras que fui fraco, a momentos que penso que fui forte e em alguns que fui um completo idiota.

Existe uma frase de um dos maiores poetas brasileiros chamado Vinícius de Moraes que diz o seguinte: "As mulheres não foram feitas para serem entendidas, e sim para serem amadas".

Se eu pudesse olhar nos teus olhos agora te diria as seguintes palavras: "Sinto um vazio do tamanho do universo. Meu sentimento que ia em uma direção que estava me desiludindo tomou o rumo contrário crescendo a hora do dia, pois estou conseguindo preservar dentro de mim a pessoa que me apaixonei, e que me fez fazer as maiores loucuras que já fiz estando apaixonado. Sinto saudades dos seus lábios, do seu cheiro, do seu olhar, do seu carinho e de cada momento que tivemos.

Sussurraria no seus ouvidos que não tive a intenção de me apaixonar, mera distração e já era o momento de se gostar. Quando eu dei por mim, nem tentei fugir do visgo que me prendeu, dentro do seu olhar quando eu mergulhei no azul do mar sabia que era amor e vinha pra ficar.

Não pense que estou feliz, apenas me sinto menos culpado, porém nada aliviado.".

Como não posso te olhar nos olhos e dizer tudo que está escrito acima, ficamos cada um com seus próprios pensamentos e que o destino saiba o que fazer conosco e com as pessoas ao nosso redor.

Tem um filme chamado Em algum lugar do passado que tem uma história muito bonita. O quem mais chama a atenção no filme é uma das primeiras frases: "Venha até mim".

Wednesday, February 25, 2009

Carnaval terminando, final de semana prolongado se foi e voltemos a rotina normal.

Neste carnaval viagei com uns amigos para o litoral paranaense. A viagem foi muito divertida, demos bastante risada. Como todo carnaval, o trânsito esteve presente e gastamos umas 10 horas na ida, e mais umas 10 horas na volta. Tenso!

Muito diferente do carnaval passado, onde fui com um amigo para Diamantina-MG, neste o objetivo era relaxar, curtir a praia, tomar cerveja e, ouvir música.

Algumas músicas sempre acabam marcando e ficam na memória. Assim como no ano passado, a música I walk beside you, do Dream Theater esteve presente em alguns momentos. Lisbela, do Los Hermanos teve presença bem importante, pois creio que foi uma das letras mais interessantes que já li até hoje. Acho que rolou uma grande afinidade com a letra desta música e com mais duas.. Acho que deveria misturar todas e fazer uma letra nova.. Ah se não tivessem os problemas de direitos autorais....

Bom, time to go!


Monday, February 16, 2009

Qual a graça de se assistir um filme sabendo o final? 

Qual o desagio de fazer uma prova sabendo as respostas?

Bom.. a resposta para estas perguntas pode ser basicamente a mesma. Nenhuma? Toda?  Bem.. assistimos filmes justamente para saber o final. Caso o final seja uma porcaria, ficamos decepcionados e comentários como "que merda de filme", ou "perdi meu tempo vendo isso". 

Contudo, caso o final seja, no mínimo razoável, frases de baixo escalão dão lugar a versos e elogios. Isso ganha mais força quando algum conhecido (preferencialmente se for mais de um), estava tentando desencorajar ou falar mal sobre tal obra.

Interessante como na vida, parece que temos uma grande vontade de mostrar que os demais estão errados. Frases como "mas há de se considerar que...", acabam se tornando rotina.

O grande mestre, Raul Seixas já alertava através da música Por quem os sinos dobram, onde diz que:

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.


Sunday, February 15, 2009

Bom.. último dia de férias. Não vou negar mas estou com uma certa vontade de voltar a rotina e sentir o progresso que fazemos enquanto estamos trabalhando.

Estas férias foram mais tranquilas que as últimas, sem grandes emoções, porém com muita diversão. Anteontem fui ao cinema assistir o filme que mais recebeu indicações ao oscar 2009, o curioso caso de Beijamin Button. Realmente o filme é muiiito bom e merece as indicações recebidas.

As últimas semanas me colocaram para pensar em um monte de coisas. Coisas estas que não gostaria de pensar, mas.... 

O carnaval está chegando e lá teremos mais alguns dias de pura cerveja e bagunça :). Estarei viajando com uns amigos para o Paraná, acho que vai ser uma viagem beeem bacana.

Hoje não estou muito inspirado para escrever, logo deixarei uma letra de uma música para expressar o que deveria estar escrevendo..

Raul Seixas e Marcelo Nova, Carpinteiro do Universo:


Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Humm...Estou sempre,
pensando em aparar o cabelo de alguém.
E sempre tentando mudar a direção do trem.
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar,
Pra que você não tropece na escada, quando chegar.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final,
Carpinteiro de mim!

Sunday, February 08, 2009

Não há época melhor para escrever do que as férias!

(Na verdade, este post foi escrito no dia 4 de fevereiro, só indo ao ar hoje.)

Isso porque estamos tranquilos, em uma rotina totalmente diferente da cotidiana. Bom, escrevo de Florianópolis, onde estou desde terça de manhã, vulgo ontem.

Ontem o dia foi meio tenso. Estou viajando com um amigo meu que esta de mudança para cá, já que passou na UFSC. Ele havia reservado um quarto antes da viagem e, quando chegamos, não era bem o que ele esperava.

Corremos o dia todo atrás de telefones - detalhe, choveu o dia todo e estávamos de ônibus. No final da tarde resolvemos ir na Lagoa da Conceição, onde fomos recompensados com um suculento almoço (quase no horário da janta). Comemos uma deliciosa (e beeem barata) sequência de camarão, seguida de uma porção de lulas fritas.

O legal foi que, para chegar ao restaurante, tivemos que pegar um barco que navegou pela lagoa por quase uma hora. Hoje o tempo de uma boa melhorada, conseguimos ir na praia (alugamos um carro) e tiramos boas e engraçadas fotos, além de alguns videos cômicos.

Dentre um destes videos, ele me flagrou filosofando com a cabeça longe. Engraçado como é fácil resolver os problemas alheios, mas somos impotentes diante de algumas situações, onde tomamos atitudes baseadas em pontos futuros que podemos jamais vir a ligá-los. Estava lendo uma passagem em um livro que dizia o seguinte: "... escrever sobre o amor é difícil, porque esta palavra nem sempre designa realmente amor, sendo mais frequentemente usada como superlativo do afeto que se pode sentir por uma pessoa."

Este trecho é seguido por dois parágrafos beeem interessantes que completam a frase acima:

"... isso acontece porque a maioria, da forma como se vive hoje, não consegue amar realmente e supõe ser amor o gostar intenso e doloroso que lhe foi possível sentir por alguém."

"... O mais grave, entretanto, é o fato de as pessoas acreditarem tratar-se verdadeiramente de amor o gostar desmensurado. Em sua vida incompleta e insatisfatória, o possível, mas difícil amor pelos outros, é substituido pela afeição e dependência às coisas materiais."

Particularmente, acho genial este trecho acima, já fazendo valer o livro todo. Isso não é uma propaganda, mas o livro tem um nome intrigante: "Ame e dê vexame".

Como eu escrevi antes, resolver o problema dos outros é relativamente fácil. Por que será?